Conheça as coleções brasileiras

O rei português Dom João VI foi o responsável pela criação da primeira coleção científica brasileira. Em 1818, quando o Rio de Janeiro era a capital do então Reino Unido de Portugal, Brasil e Algarves, o regente fundou a Casa dos Pássaros, instituição que deu origem ao Museu Nacional do Rio de Janeiro. Foi também Dom João VI o criador do Jardim Botânico do Rio de Janeiro, hoje uma das mais renomadas instituições de pesquisa em flora do Brasil, que surgiu em 1808 como jardim para aclimatação de espécies vegetais originárias de outras partes do mundo.


FOTOS: domínio público
Inaugurado em 1818 o Museu Nacional do Rio de Janeiro é a primeira coleção científica do Brasil, na gravura ao lado o pintor alemão Rugendas retrata a área de uma plantação de chá onde seria criado o Jardim Botânico do Rio de Janeiro.

Posteriormente, em 1866 e 1886, foram criadas as coleções científicas do Museu Paraense Emílio Goeldi e do Museu de Zoologia da Universidade de São Paulo, respectivamente. A partir daí, começaram a surgir coleções biológicas em diversas outras instituições, como universidades e institutos de pesquisa. Somam-se a essas, atualmente, também as coleções particulares.

O número exato de coleções biológicas existente no Brasil ainda não foi determinado com exatidão. Os resultados da pesquisa realizada em 2013 pelo SiBBr,  respondida por 109 instituições, indicaram a existência de 586 coleções. Considerando que o índice de resposta da pesquisa foi de 50%, esses dados sugerem que o número exato de coleções biológicas no País pode ser bem superior ao indicado.

Tendo em conta os dados disponibilizados no SiBBr, cerca de 400 coleções já publicaram seus dados no Sistema.


FOTOS: Coleção Fotográfica Arquivo Guilherme de La Penha/MPEG
O ciclo econômico da borracha contribuiu também para o começo da pesquisa científica na Amazônia. Em 1866, é criado o Museu Paraense Emílio Goeldi. À esquerda, entrada do museu em 1910, ao lado funcionários da instituição em 1907.

É difícil prever o número total de espécimes, de espécies e de registros associados que estão depositados nas coleções brasileiras.  As primeiras avaliações sugerem que haja cerca de 26 milhões de espécimes, o que faria das coleções brasileiras o maior acervo do mundo sobre a região neotropical.

O SiBBr concentrará esforços para disponibilizar um cadastro sobre as coleções biológicas brasileiras, com  informações sobre o tamanho de seus acervos e o status atualizado de informatização desses registros.

SiBBr - Sistema de Informação sobre a Biodiversidade Brasileira