Projeto

Eu vi uma ave usando pulseiras!?

Descrição

Alguma vez você já viu uma ave em vida livre usando algo como uma “pulseirinha” nas pernas? Caso positivo, e tenha sido no Brasil, então nos diga onde e quando foi, e participe deste projeto!

O projeto “Eu vi uma ave usando pulseiras!?” foi criado com a intenção de alavancar o monitoramento de indivíduos de aves (isso mesmo, não é a espécie é o indivíduo da espécie!) com a participação da população geral. Vários ornitólogos no Brasil marcam aves com anilhas coloridas (as “pulseirinhas”) em seus estudos científicos e várias destas aves podem ser eventualmente observadas a distância por qualquer pessoa atenta. Quando o encontro com uma ave destas é reportado ao ornitólogo que a anilhou, este terá a chance de usar esta informação em sua investigação científica, que pode ter objetivos diversos. É um método de monitoramento simples e barato.

O projeto foi aplicado pela primeira vez em 2016 na região rural de Piracicaba, interior paulista, com a intensão de identificar se aves florestais frugívoras potencialmente promotoras de restauração florestal saiam dos pequenos fragmentos florestais estudados.

Em 2018, esta metodologia foi empregada no campus da Escola Superior de Agricultura “Luiz de Queiroz, Universidade de São Paulo, em Piracicaba/SP, para monitorar uma família de Seriemas (ave terrestre de grande porte), que na época nidificaram na área urbana deste campus. Neste caso, o objetivo foi identificar por que estes indivíduos passaram a ocorrer integralmente neste ambiente extremamente atípico para a espécie, bem como descrever os comportamentos associados.

Em 2019, o projeto iniciou sua expansão para outros pontos dentro do domínio da Mata Atlântica, desde parques urbanos até grandes contínuos florestais que possuem ampla visitação por turistas e praticantes de observação de aves.

Mais que um projeto de ornitologia e ecologia, este projeto também testa as melhores formas de engajar diferentes pessoas nos monitoramentos e procura identificar em quais ambientes, localidades, e com quais espécies, esta metodologia funciona melhor.

Contato

Pesquisador responsável: Eduardo R. Alexandrino (Instituto Nacional da Mata Atlântica e Laboratório de Ecologia, Manejo e Conservação da Fauna Silvestre – ESALQ/USP)

Locais onde o projeto já está ocorrendo:
  • Parque do Museu de Biologia Prof. Mello Leitão, Santa Teresa – ES (parque urbano)
  • Parque do Museu de Biologia Prof. Mello Leitão, Santa Teresa – ES (parque urbano)
  • Legado das Águas – Reservas Votorantim, Tapiraí – SP (contínuo florestal)
  • RPPN Trapaga, Instituto Manacá, São Miguel Arcanjo – SP (contínuo florestal)
  • Bairro Rural de Santa Olímpia, Piracicaba – SP (remanescente florestal)
  • Campus da Escola Superior de Agricultura “Luiz de Queiroz” – ESALQ/USP, Piracicaba – SP (parque urbano)
Modalidade participação

Visitas em campo – Visite qualquer uma das localidades onde o projeto está implantado e preste atenção nas aves! Se vir algo, nos avise! Veja como na nossa página do Facebook.

Participação remota – Você pode procurar aves anilhadas nos vídeos das armadilhas fotográficas que estão instaladas nos comedouros de cada localidade participante do projeto. Faça isso usando seu celular ou computador.

1º - Faça um teste rápido - Acesse link e veja alguns vídeos e siga os passos.

2º - Se ficou animado, visite nossa página do YouTube , assista outros vídeos e acesse os formulários dos vídeos para informar o que viu em cada um

Fique de olho! O projeto está sempre buscando novos parceiros a fim de ampliar sua ocorrência para mais pontos do Brasil. Caso queria saber se um local faz parte do projeto, procure pelo nosso logo e siga as novidades na página do Facebook e Instagram @aves.usando.pulseiras.
Nestes canais você também encontrará mais informações sobre o projeto e como relatar um encontro com uma ave anilhada.

Veja as publicações científicas feitas com dados do projeto:
  • Alexandrino, E.R., BOGONI, J.A., NAVARRO, A.B., BOVO, A.A.A.. GONÇALVES, R.M., CHARTERS, J.D., DOMINI, J.A., FERRAZ, K.M.P.M. B. 2019. Large Terrestrial Bird Adapting Behavior in an Urbanized Zone. Animals, 9(6): 351. doi.org/10.3390/ani9060351
  • Alexandrino, E.R., Navarro, A.B., Paulete, V.F., Camolesi, M., Lima, V.G.R., Green, A., de Conto, T., Ferraz, K.M.P.M. B., Şekercioğlu, Ç.H., Couto, H.T.Z., 2019. Challenges in Engaging Birdwatchers in Bird Monitoring in a Forest Patch: Lessons for Future Citizen Science Projects in Agricultural Landscapes. Citizen Science: Theory and Practice, 4(1), p.4. doi.org/10.5334/cstp.198
  • RODRIGUES, R.C., HASUI, É., ASSIS, J.C., PENA, J.CC., MUYLAERT, R.L., TONETTI, V.R., MARTELLO, F. et al. 2019. ATLANTIC BIRD TRAITS: a dataset of bird morphological traits from the Atlantic forests of South America. Ecology. 100(6): e02647. doi.org/10.1002/ecy.2647
  • ALEXANDRINO, E. R., Mendes, R.L.S., FeRRAZ, K.M.P.M.B., COUTO, H.T.Z. 2018. Regiões paulistas carentes de registros ornitológicos feitos por cidadãos cientistas. Atualidades Ornitológicas, v. 201, p. 33-39.
Veja algumas reportagens na mídia sobre o projeto:
  • Ei, acho que vi um passarinho com pulseira
  • Eu vi uma ave usando pulseiras – A passarinhóloga
  • Campus da USP em Piracicaba ganha um “novo morador”
  • Filhotes de Seriema são monitorados na Esalq. Jornal de Piracicaba.
  • De olho nas Seriemas. Programa Terra da Gente, EPTV Campinas.
  • Viu alguma ave usando pulseira? Jornal Santa Teresa Noticia. Dez 2019. pág. 05.
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